quinta-feira, 28 de julho de 2011

Reencarnação

Reencarnação

A Reencarnação é a mais excelente demonstração da Justiça Divina, em relação aos infratores das leis, na trajetória humana, facultando-lhes a oportunidade de ressarcirem os erros cometidos, nas existências futuras.
A evolução é impositivo da lei de Deus, incessante, inquestionável. Nessa lei não existe o repouso, a inércia. Por toda parte é sempre o impositivo da evolução, o imperativo do progresso. 
Na erraticidade o Espírito examina o que fez, reconhece seus erros ou acertos, traça planos e toma resoluções para nova existência, onde submete-se às provas ou às expiações. (LE, 230). Esta nova existência, a reencarnação, portanto, não é uma punição para o Espírito, mas uma condição inerente à sua evolução.
As reencarnações para os Espíritos, neste ou em outros mundos, mais ou menos adiantados, têm finalidades diversas e especificas para cada um, conforme seja o plano ou meta a cumprir.
1) Expiação - Expiar significa remir, resgatar, pagar.
Dores impostas: A programação é feita por mentores espirituais, em benefício de Espíritos que recalcitram em reconhecer a extensão de seus comprometimentos perante as leis Divinas.
A expiação, em sentido estrito, consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.
2) Prova – Avaliação
Dores solicitadas: O Espírito reencarna com uma programação que planejou, consciente do que deverá enfrentar para o resgate dos seus débitos.
Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito (LE, 166 e 166a).
Ele aperfeiçoa-se, enveredando pelo caminho da evolução.
A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indicio de uma determinada falta. Trata-se frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. (ESE, cap. V n.° 9.)
3) Missão - A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado.
Lê-se no LE, 573, que cada um tem a sua missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido e que as missões são mais ou menos gerais e importantes.
Aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. "A importância das missões está em relação com a capacidade e a elevação do Espírito." (LE, 571)
Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo.
Têm-se, assim, a missão dos pais (LE, 582 e ESE, cap. XIV n.° 9); a missão dos conquistadores (LE, 584), dos homens de ciência, dos homens que desempenham na Terra missões de paz e amor, dos homens que lutam pelas reformas sociais.
O transitório esquecimento do passado facilita os recomeços, ensejando mais amplas possibilidades ao entendimento e à cordialidade. Se o Espírito lembrasse dos motivos da antipatia ou do amor, vincularia-se apenas aos seres simpáticos, afastando-se daqueles por quem se sentiu prejudicado, complicando, indefinidamente, a reparação e a libertação.
“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” Jesus
Ressurreição é ressurgimento. A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos episódios de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.

Texto baseado nos livros:
Estudos Espíritas -  Divaldo P. Franco (pelo espírito Joanna de Ângelis)
Pão Nosso – Francisco C. Xavier (pelo espírito Emmanuel)

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