quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mediunidade

Mediunidade e Viciação



MEDIUNIDADE E VICIAÇÃO


Quando a indisciplina comanda o corpo surgem os desastres da conduta.
À medida que o conhecimento avança e a ética oferece valiosas contribuições sociais, o
homem constata a necessidade do equilíbrio das atitudes entre a organização somática e
o caráter moral.
A Ortopedia, à custa de recursos disciplinantes, corrige as anormalidades da forma
física, conduzindo ossos e cartilagens aos seus devidos fins.
A Ginástica, facultando elasticidade aos músculos, desenvolve o corpo, modelando e
corrigindo imperfeições para seu melhor equilíbrio.
Na mesma ordem, muitos desequilíbrios da mentes, no que diz respeito ao comando da
organização células, são conseqüências naturais do descaso que se dá ao aparelho
psíquico.
Acostumando-se à rebelião dos centros nervosos, o homem encarnado experimenta o
impacto de distúrbios de variada classificação, recebendo, através do aparelho neurovegetativo,
ação desequilibrante que o leva a processos de conduta anormal.
Assim como o corpo se amolenta e se desorganiza por falta de ação positiva, a mente se
desarmoniza quando escasseiam os valores-estímulos para o seu desenvolvimento.
Jesus nos ensinou, desde há muito, que, pensando, o ser elabora o domicílio de carne
pelo qual jornadeia, e dirigindo o pensamento à Divindade torna-se templo onde a
Divindade se acolhe. Embora a ancianidade do ensinamento, os cristãos, fascinados pelo
comando dos valores terrenos, esqueceram as disciplinas mentais, relegando a plano
secundário o que, em verdade, representa condição essencial para uma vida sadia.
Com o advento do Espiritismo, que elucida a razão das conseqüências dos
desequilíbrios morais, o cristão novo descobre que o pensamento é o dínamo vitalizado
do corpo, através do qual veicula as energias oriundas do Mundo Espiritual...
Nesse particular, a mediunidade, que faculta o intercâmbio entre encarnados e
desencarnados, não pode continuar envolta nos “mistérios” clássico das doutrinas
esotéricas do passado nem tão pouco relegada ao descaso da indiferença dos estudiosos,
utilizada pela ignorância de uns ou pela inépcia de outros, constituindo-se veículo
perigoso ao alcance da irresponsabilidade...
Para que se coroem de êxito quaisquer esforços no exercício mediúnico, estes devem
partir de próprio encarnado, que se deve submeter a disciplina austera,em continuados
exercícios da dignificação moral.
Estudo sério, ação benfazeja, conduta firme e reta, renovação evangélica constante,
aprimoramento infatigável são linhas de segurança para o sucesso no serviço mediúnico.
Nesse particular, que se evitem os hábitos da rotina mental, negativa e perniciosa, que
se transformam em cacoetes psíquicos de difícil erradicação.
Intercâmbio espiritual através da mediunidade significa permuta entre os dois planos.
Por mais física, aparentemente, seja a comunicação, esta é sempre de espírito a espírito,
utilizando-se o desencarnado das possibilidades do perispírito do médium.
O médium é filtro por cuja mente transitam as notícias da vida além da vida.
Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a
comparam a interruptor de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia
comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado
habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo.
Graças á indisciplina da mente sacudida pelos ventos da polidéia nascem, durante o
labor intercambial, os defeitos e irregularidades que tanto prejudicam o ministério
espiritual.
Aparecem em tais casos os pontos de fixação psíquica no subconsciente do médium
prejudicando a assimilação da mensagem.
Ora, quando a mente desencarnada penetra os círculos vibratórios do médium, este, se
desavisado, reflete as deficiências do companheiro que, acostumado á viciação psíquica,
não registra as idéias que lhe não sejam habituais.
Quando tal fenômeno sucede, o médium, no ato da psicofonia, por exemplo, deixa-se
afligir por esgares, tosses, bocejos e, de fácil excitação, transmite ao sistema nervoso
síndromes do próprio desequilíbrio como se fossem parte integrante do intercâmbio
mediúnico. Em enarmonia, produz gritos e ruídos facilmente dispensáveis, gerando um
clima de balbúrdia incompatível, por viciação, com a necessária serenidade mental de
que se deve revestir o estado de transe. Desse modo a seleção das imagens que transitam
pela mente do intermediário sofrem as dificuldades que lhe são peculiares traduzindo ao
paladar dos recursos defeituosos que lhe são próprios.
Quem se candidate, pois, ao serviço mediúnico não descure os impositivos da harmonia
mental.
Os exercícios de desprendimento das idéias corriqueira como objetivo de acurar a
audição interior não podem ser relegados, transformando-se em meios de sintonização
fácil com as mensagens oriundas dos Espíritos.
Jesus, enquanto esteve conosco, na Terra, não poucas vezes deixou o tumulto para
ouvir o Pia, orando e comungando com Ele em buscas de transcendência inexpressável
pelo verbo comum.
Para tanto, porém, não é necessário que o homem moderno se afaste dos deveres a que
esta ligado, a fim de encontrar a paz interior.
Cultive o médium, todavia, o pensamento nobre, silenciando o tumulto das vozes
internas da alma, procurando renovação em Jesus Cristo, cada dia e a toda hora, e,
oferecendo o tesouro da boa vontade em favor da aflição alheia encontrará, na própria
libertação, pela mediunidade sem viciação, a sublime “escada de Jacó” que o conduzirá
aos paramos da luz, consciente e lúcido como a verdade, descendo para ajudar, sem
perigo de contágio de qualquer natureza...


MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA
(Sementeira da Fraternidade)

Reencarnação

Reencarnação

A Reencarnação é a mais excelente demonstração da Justiça Divina, em relação aos infratores das leis, na trajetória humana, facultando-lhes a oportunidade de ressarcirem os erros cometidos, nas existências futuras.
A evolução é impositivo da lei de Deus, incessante, inquestionável. Nessa lei não existe o repouso, a inércia. Por toda parte é sempre o impositivo da evolução, o imperativo do progresso. 
Na erraticidade o Espírito examina o que fez, reconhece seus erros ou acertos, traça planos e toma resoluções para nova existência, onde submete-se às provas ou às expiações. (LE, 230). Esta nova existência, a reencarnação, portanto, não é uma punição para o Espírito, mas uma condição inerente à sua evolução.
As reencarnações para os Espíritos, neste ou em outros mundos, mais ou menos adiantados, têm finalidades diversas e especificas para cada um, conforme seja o plano ou meta a cumprir.
1) Expiação - Expiar significa remir, resgatar, pagar.
Dores impostas: A programação é feita por mentores espirituais, em benefício de Espíritos que recalcitram em reconhecer a extensão de seus comprometimentos perante as leis Divinas.
A expiação, em sentido estrito, consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.
2) Prova – Avaliação
Dores solicitadas: O Espírito reencarna com uma programação que planejou, consciente do que deverá enfrentar para o resgate dos seus débitos.
Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito (LE, 166 e 166a).
Ele aperfeiçoa-se, enveredando pelo caminho da evolução.
A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indicio de uma determinada falta. Trata-se frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. (ESE, cap. V n.° 9.)
3) Missão - A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado.
Lê-se no LE, 573, que cada um tem a sua missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido e que as missões são mais ou menos gerais e importantes.
Aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. "A importância das missões está em relação com a capacidade e a elevação do Espírito." (LE, 571)
Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo.
Têm-se, assim, a missão dos pais (LE, 582 e ESE, cap. XIV n.° 9); a missão dos conquistadores (LE, 584), dos homens de ciência, dos homens que desempenham na Terra missões de paz e amor, dos homens que lutam pelas reformas sociais.
O transitório esquecimento do passado facilita os recomeços, ensejando mais amplas possibilidades ao entendimento e à cordialidade. Se o Espírito lembrasse dos motivos da antipatia ou do amor, vincularia-se apenas aos seres simpáticos, afastando-se daqueles por quem se sentiu prejudicado, complicando, indefinidamente, a reparação e a libertação.
“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” Jesus
Ressurreição é ressurgimento. A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos episódios de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.

Texto baseado nos livros:
Estudos Espíritas -  Divaldo P. Franco (pelo espírito Joanna de Ângelis)
Pão Nosso – Francisco C. Xavier (pelo espírito Emmanuel)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mortes Coletivas

AS CAUSAS DAS MORTES COLETIVASAtravés da reencarnação, Doutrina Espírita mostra
que há lógica nas tragédias que chocam a todos nós
Como conciliar a afirmativa de Jesus de que “a cada um será dado segundo as
suas obras”, com as desencarnações coletivas provocadas pelo terremoto mais violento
dos últimos quarenta anos, ocorrido no dia 26 de dezembro de 2004, que ao produzir
ondas gigantescas (tsunamis), destruiu a região litorânea do Sul da Ásia, matando
centenas de milhares de pessoas?
Como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes coletivas que aconteceram num
incêndio de grandes proporções em uma discoteca de Buenos Aires, no final de
dezembro, e que provocou a morte de 175 pessoas; ou aos óbitos registrados no
terremoto que atingiu a cidade de Bam, no Irã, no final de 2003, que matou milhares de
pessoas de todas as idades e condições sociais; ou ainda, às verificadas no acidente de
avião no Egito, que provocou a morte de 148 pessoas que estavam a bordo, em 3 de
janeiro de 2004? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros fatos dramáticos
sob a ótica da Justiça Divina?
Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, esclarece o Espírito
Clélia Duplantier, em Obras Póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o
indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos
ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da
família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser
reparada pela aplicação da mesma lei.
A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de
pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se
para reparar suas faltas. A lei de ação e reação, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é
a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos
mundos, os quais formam individualidades coletivas.
Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual,
conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos
passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
FAMILIA MORRE QUEIMADAVejamos agora como funciona a lei de ação e reação para redimir culpas passadas
de diversos membros de uma família que, por vingança, incendiaram a casa de um
vizinho pela madrugada, matando todos dentro da casa. Os espíritos que compunham a
família criminosa, ao reencarnarem unidos novamente pelos laços consangüíneos,
expiaram seus crimes num desastre, no qual o carro em que viajavam pegou fogo,
morrendo todos queimados dentro do veículo.
Como se vê, cada membro da família reparou individualmente os crimes cometidos
na encarnação anterior, dentro do resgate coletivo. De fato, a dor coletiva é o remédio que
corrige as falhas mútuas. No entanto, cada um só é responsável pelas suas próprias
faltas como determina a Justiça Divina, ou seja, como indivíduos ou como membros de
uma coletividade, todos nós somos responsáveis pelos nossos atos perante as leis de
Deus.
Segundo Emmanuel, nós “criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os
processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos
nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e
progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por
este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais
experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida”.
Tais apontamentos foram feitos ao final do capítulo intitulado “Desencarnações
Coletivas”, no livro Chico Xavier Pede Licença, quando o benfeitor espiritual responde
porque Deus permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como
nos casos de incêndios.
TERREMOTOSImaginemos guerreiros do passado que destruíram cidades, arrasaram lares,
matando mulheres e crianças sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de
vítimas. É lógico que os espíritos desses guerreiros, ao reencarnarem na Terra em novos
corpos, atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, se
reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou
outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de
ontem.
ACIDENTES DE AVIÃOO espírito André Luiz, no capítulo 18 do Livro Ação e Reação, psicografado por
Chico Xavier, esclarece que piratas que afundaram e saquearam criminosamente
embarcações indefesas no dorso do mar, ceifando inúmeras vidas, agora encarnados em
outros corpos, morrem coletivamente nos acidentes aviatórios.
TRAGÉDIA DO CIRCONo dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, em comovedora tragédia
num circo, a justiça da lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em
diversas posições da idade física para a dolorosa expiação, conforme relata o Espírito
Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, no livro Crônicas de Além Túmulo. Os
que morreram no século XX no circo de Niterói foram os mesmos que, no ano de 177 de
nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo
na Gália, região da França, na época do Império Romano.
OUTRAS CAUSASAinda na mensagem “Desencarnações Coletivas”, o benfeitor espiritual Emmanuel
esclarece outros motivos para as mortes que se verificam coletivamente. Diz ele:
“Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na
volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro
marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito
pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias
arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do
ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim
de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas
fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à
Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a
reencarnação”.
CONCLUSÃODiz Allan Kardec, nos comentários da questão 738 de O Livro dos Espíritos, que
“venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de
morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é
que maior número parte ao mesmo tempo”.
E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na
resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao
homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação
ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de
abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.

Homossexualismo e Espíritismo

Neste vídeo Chico Xaver fala da relação entre o homossexualismo e o espiritismo. Todos os espíritos terão a experiência de nascer como homem e como mulher em suas inúmeras encarnações. Alguns terão dificuldades nesta transição ou até mesmo na aceitação ou adaptação de mudança de sexo em uma nova encarnação.
Mas como o próprio Chico Xavier destaca o importante não é preferência sexual das pessoas quando estão encarnadas. O importante é o caráter de cada um. Ele se refere a leis e mudanças de leis para o futuro. É importante então destacar que este vídeo foi gravado na década de 70.

Novo Blog Espírita ,

a finalidade de mais um blog Espírita , e sempre para uma maior divulgação dessa religião , na qual ainda se existe muitas confusões e falta de conhecimento das verdades trazidas por espíritos superiores através da codificação de Allan Kardec .