sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A Mente é a casa do Espírito
"A mente é a casa do Espírito..."
TUA MENTEEmmanuel(Francisco Cândido Xavier)
Entre os cuidados devidos ao corpo e a alma, recordemos o problema da habitação.
Quanto mais instruída a pessoa, mais asseio na moradia.
Nem sempre a residência é rica do ponto de vista material. Vê-se, aí, contudo, limpeza e ordem, segurança e bom gosto.
É imperioso porém, que o senso de higiene e harmonia não se fixe, unicamente, no domicilio externo. Necessário que semelhante preocupação nos alcance o pouso íntimo.
A mente é a casa do Espírito.
Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartilhamentos com serventia para atividades diversas. E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades reais.
Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.
Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde.
Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar.
Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação de energia elétrica representa motivos para assistência imediata.
Desde épocas remotas, combatemos a escuridão. Da tocha à candeia, da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas.
Pondera quanto a isso e não guardes, ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma.
Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, afim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.
Tua mente - tua casa intransferível. Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e idéias, planos e realizações. Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.
(Do livro "Alma e Coração", Emmanuel, Francisco C. Xavier)
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Alegria
ALEGRIAJosé de Castro Não olvides que o mundo é um palácio de alegria onde a Bondade do Senhor se expressa jubilosa. O sol desce sobre o pântano em sublime exaltação de luz... A flor endereça ao firmamento permanente mensagem de perfume... O vento que toca a essência das árvores é um cântico de ninar... A fonte corre sobre a areia e desliza sobre o pedregulho com a serenidade de que exerce um divino mandato; a semente vence a sombra da cova fria, convertendo-se em lavoura de esperança; e a espiga madura sofre o processo de trituração com a digna humildade de quem se vê feliz no enriquecimento da mesa... Não te esqueças, assim, de que a alegria é o nosso dever primordial, no desempenho de todos os deveres que a vida nos assinala. Se trabalhas, sê contente na obrigação que te engrandece e renova, para que o estímulo reine em torno de teus passos; se repousas, que o teu pensamento vibre a felicidade da alma fiel ao bem, para que a tua atmosfera mental seja ninho de bênçãos. Se sofres, sê otimista com a esperança; se lutas, não percas a lâmpada milagrosa da fé viva que te clareia a senda para a vanguarda da luz! Se falham teus sonhos de estabilidade na Terra, usa a paciência construtiva que te reserva bênçãos maiores do amanhã que desconheces; se tudo é desequilíbrio e flagelação ao teu lado, sê feliz coma tua esperança a irradiar-se em orações silenciosas de compreensão e de amor. Deus legou-nos a alegria por divina herança no mundo. Trabalha, procurando-a e, hoje mesmo, o nevoeiro da amargura dissipar-se-á em teu caminho, porque pela graça do serviço de nossos semelhantes, a alegria nascerá dentro de nós mesmos, transformando-se em estrela divina a fulgurar imorredoura em nosso próprio coração. (Do livro "Relicário de Luz", pelo Espírito José de Castro, Francisco Cândido Xavier, Autores Diversos) |
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Segundo Pensamos
SEGUNDO PENSAMOS
André Luiz
André Luiz
Cada consciência é um centro gerador de forças no movimento universal, cuja direção depende de si mesma.
Pensar é criar.
O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.
A palavra vem depois da idéia.
A ação é cimento invisível.
A obra é pensamento coagulado.
Renovar o mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.
O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra.
Unidade atuante, irradias-se, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a benção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.
Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.
Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental.
Avança, escolhendo a “melhor parte”.
Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: - “Não temas, crê somente.”
Segundo pensarmos, assim será...
Pensar é criar.
O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.
A palavra vem depois da idéia.
A ação é cimento invisível.
A obra é pensamento coagulado.
Renovar o mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.
O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra.
Unidade atuante, irradias-se, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a benção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.
Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.
Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental.
Avança, escolhendo a “melhor parte”.
Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: - “Não temas, crê somente.”
Segundo pensarmos, assim será...
(Do livro “Doutrina e Aplicação”, André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Espíritos Diversos)
Divulgação Espírita
Aos divulgadores espíritas, oferecemos um apanhado luminoso de orientações superiores, verdadeiro farol nesta área nem sempre plana e fácil. Divulgar a Doutrina é preciso... mas, de que forma? Qual a melhor forma? Com dinheiro? Com exemplos? Para não errar, orientemo-nos pela palavra dos Mensageiros de Jesus. A CORAGEM DA FÉ "Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana. Ao te escolherem, os Espíritos conheciam a solidez das tuas convicções e sabiam que a tua fé, qual muro de aço, resistiria a todos os ataques. Entretanto, amigo, se a tua coragem ainda não desfaleceu sob a tarefa tão pesada que aceitaste, fica sabendo que foste feliz até ao presente, mas que é chegada a hora das dificuldades. Sim, caro Mestre, prepara-se a grande batalha; o fanatismo e a intolerância, exacerbados pelo bom êxito da tua propaganda, vão atacar-te e aos teus com armas envenenadas. Prepara-te para a luta." (Allan Kardec, mensagem para, Paris, 14 de setembro de 1863, in Obras Póstumas). RECURSOS MATERIAIS Perguntou-me alguém certo dia, sem curiosidade, bem entendido, por mero interesse pela coisa em si, o que eu faria de um milhão de francos, se o tivesse. Respondi-lhe que, presentemente, o emprego dessa soma teria de ser totalmente diverso do que houvera sido no princípio. Outrora, eu com ela teria feito a propaganda, mediante larga publicidade; agora, reconheço que isso seria inútil, pois que os nossos adversários se encarregaram de custeá-la. Não me pondo então à disposição grandes recursos, os Espíritos quiseram provar que o Espiritismo devia seus triunfos à sua própria força. «Hoje, ampliado como está o horizonte e quando, sobretudo, o futuro se desdobrou, são de ordem muito diferente as necessidades que se fazem sentir. Um capital, como o figurado, teria emprego mais útil. Sem entrar em pormenores que seriam prematuros, direi apenas que uma parte se destinaria a converter a minha propriedade numa casa especial de retiro espírita, cujos habitantes colheriam os benefícios da nossa doutrina moral; outra a constituir uma renda inalienável, destinada: 1º a manter o estabelecimento; 2º a assegurar uma existência independente àquele que me sucedesse e aos que o ajudassem no desempenho da sua missão; 39 a atender às necessidades correntes do Espiritismo, sem os riscos de auxílios eventuais, como sou obrigado a fazer, pois que a maior parte de seus recursos decorrem do meu trabalho, que terá termo. «Aí está o que eu faria; mas, se tal satisfação não me é dada, sei que, de um modo ou de outro, os Espíritos que dirigem o movimento proverão a todas as necessidades em tempo oportuno. Por isso, de forma nenhuma me inquieto e só me ocupo com o que, para mim, é o essencial: o acabamento dos trabalhos que me restam por terminar.» (Allan Kardec e a nova constituição, in Obras Póstumas). NA PROPAGANDA DA FÉ Per 361 – Na propaganda da fé, é justo que os espíritas ou os médiuns estejam preocupados em converter aos princípios da Doutrina os homens de posição destacada no mundo, como os juízes, os médicos, os professores, os literatos, os políticos, etc.? Emmanuel - Os espiritistas cristãos devem pensar muito na iluminação de si mesmos, antes de qualquer prurido, no intuito de converter os outros. E, ao tratar-se dos homens destacados no convencionalismo terrestre, esse cuidado deve ser ainda maior, porquanto há no mundo um conceito soberano de “força” para todas as criaturas que se encontram nos embates espirituais para a obtenção dos títulos de progresso. Essa “força” viverá entre os homens até que as almas humanas se compenetrem da necessidade do reino de Jesus em seu coração, trabalhando por sua realização plena. Os homens do poder temporal, com exceções, muitas vezes aceitam somente os postulados que a “força” sanciona ou os princípios com que a mesma concorda. Enceguecidos temporariamente pelos véus da vaidade e da fantasia, que a “força” lhes proporciona, faz-se mister deixa-los em liberdade nas suas experiências. Dia virá em que brilharão na Terra os eternos direitos da verdade e do bem, anulando essa “força” transitória. Ainda aqui, tendes o exemplo do Divino Mestre para todos os tempos, não teve a preocupação de converter ao Evangelho os Pilatos e os Ántipas do seu tempo. Além do mais, o Espiritismo, na sua feição de Cristianismo redivivo, não deve nutrir a pretensão de disputar um lugar no banquete dos Estados do mundo, quando sabe muito bem que a sua missão divina há de cumprir-se junto das almas, nos legítimos fundamentos do Reino de Jesus. (De “O CONSOLADOR”, Emmanuel, FCXavier) PROPAGANDA ESPÍRITA Emmanuel - "Decerto que a Doutrina Espírita é luz da Vida Maior, acenando às criaturas aprisionadas na sobra da experiência terrestre, para que despertem e vivam... Flama de verdade eterna a desfraldar-se, vitoriosa, reconstitui o Cristianismo em sua simplicidade, exumando o Evangelho das cinzas a que foi sentenciado pela incúria da tradição e pela casuística do sacerdócio... Por isso mesmo, todas as suas atividades puras são nobres e respeitáveis, seja na pompa fenomênica da experimentação multiforme em que o terreno das convicções sadias surge corretamente pavimentado para a segurança da fé, ou seja, em sua exposição filosófico-religiosa, em que a Justiça Divina se destaca, triunfante, alicerçada na soberania do discernimento e da lógica... Ainda assim, é preciso considerar que toda idéia salvadora reclama arautos que lhe substancializem as lições e o Espiritismo não pode efetivamente fugir à regra. Se foste, desse modo, chamado a servi-lo, em favor dos companheiros de Humanidade que clamam em desalento, por novas florações de fraternidade e esperança, não olvides que não te basta ao êxito nos compromissos abraçados a mera atitude intelectual dos que se convenceram quanto à imortalidade além-túmulo. É imprescindível te faças o pregoeiro diligente das realidades redentoras que te enriquecem o modo de ser, motivo pelo qual apenas a tua própria renovação para o bem será mensagem convincente para quantos te observam a vida. Versarás brilhantemente, os temas da Eternidade, discutirás com fervor, induzindo o próximo à modificação de pontos de vista, contemplarás, deslumbrado, as mais sublimes doações do Céu à Terra e guardarás contigo abençoadas certezas do espírito no rumo do amanhã que se te descerra divino, entretanto, só o teu próprio exemplo, ao clarão dos princípios que esposas, valorizará com segurança os recursos de que disponhas no campo de tua fé, porquanto somente a Luz na própria vida é linguagem suficientemente clara e exata para conduzir aos outros a Luz que o Senhor, através de nós, se propõe, generoso a cultivar e estender. (Emmanuel, de "Doutrina De Luz", Francisco Cândido Xavier). DIVULGAÇÃO ESPÍRITA Emmanuel - "Quanto mais se aperfeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se fazem as necessidades do intercâmbio espiritual. À vista disso, nos mecanismos de propaganda, em toda parte, os mostruários do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição de sombra e luz. Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas transformações, a Doutrina Espírita é o mais seguro raciocínio, garantindo a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro humano com vistas ao proveito comum. Daí a necessidade da divulgação constante dos valores espirituais, sem o ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo. Serviço de sustentação do progresso renovador. Quanto puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e salvamento. Auxilia a página espírita esclarecedora, a transitar no veículo das circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira de semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se transformará em árvore benfeitora. Ampara o livro espírita em sua função de mentor da alma, na cátedra do silêncio. Prestigie o templo espírita com o respeito e a presença, com o entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de escola para a Vida Superior. Como possas e quanto possas relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho. Disse-nos Jesus: - “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”. Podes e deves expor a tua idéia espírita, através da vitrine do exemplo e da palavra, na loja de tua própria vida, para fazê-la brilhar." --- (Do livro Cura - Autores Diversos - Psicografia de Francisco Cândido Xavier) A DIVULGAÇÃO ESPÍRITA André Luiz - "Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espírita. Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público. Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si. Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador. - O ensino exige recintos para o magistério. O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas. - A cultura reclama publicações. O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expõe os postulados. - A arte pede representações. O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza. - A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor. O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência. Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la. Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões de palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova. Mas não é só. Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida. Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembléias públicas. O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz. E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria. Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir seu papel precisa divulgar." (André Luiz, Opinião Espírita, cap. 37, FCXavier, Editora CEC) DIVULGAÇÃO ESPÍRITA Bezerra de Menezes: "Efetivamente , as vossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam a trabalho árduo no que se refere à implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita a que fomos traduzidos a servir. Em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos nos companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas, enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação. Compreendamos que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca, de que não vos será licito desertar. Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição eqüitativa e plena dos valores espirituais, tanto quanto possível, em benefício de todos. Devotemo-nos à cúpula, de vez que em qualquer edificação o teto é a garantia da obra, no entanto, é forçoso recordar que a estrutura e o piso são de serventia preciosa, cabendo-lhes atender à vivência de quantos integram no lar a composição doméstica. Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de nossas realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das idéias é conclamada e benéfica, em auxílio da coletividade. Não vos isoleis em qualquer pontos de vista, sejam eles quais forem. Estudai todos os temas da Humanidade e ajustai-vos ao progresso cujo carro prossegue em marcha irreversível. Observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários ao bem geral. Nem segregação sistemática na cultura acadêmica, nem reclusão absoluta nas afirmativas do sentimento. Vivemos um grande minuto na existência planetária no qual a civilização para sobreviver há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o cérebro, de tal modo, que o coração não seja sufocado pelas aventuras da inteligência. Equilíbrio e justiça. Harmonia e compreensão. Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita, no rumo do entendimento fraternal. Todos necessitamos de luz renovadora. Imperioso saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo de hoje, em todos os distritos da opinião. Congreguemo-nos todos na mesma formação de trabalho, conquanto se faça imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete. Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e nenhum endosso à violência sob a desculpa de progresso. Todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir, pensar e fazer. Os melhores necessitam do Espiritismo para não perder o seu próprio gabarito nos domínios da elevação. Os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dele para se alterarem de condição. Os felizes reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas facilidades que transitoriamente lhes enfeitam as horas. Os menos felizes pedem-lhe o socorro, a fim de se apoiarem na certeza do futuro melhor. Os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem perante a experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física esperam-lhe o auxílio para suportarem com denodo e proveito as lições que o mundo lhes reserva na hora crepuscular. Tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar, levantar, construir. Não nos iludamos. Hoje dispondes da ação, do corpo que envergais; amanhã seremos nós, os amigos desencarnados, que vos substituiremos na arena do serviço. A nossa interdependência é total. Ante a imortalidade, estejamos convencidos de que voltaremos sempre à retaguarda para corrigir-nos, retificando os erros que tenhamos, acaso, perpetrado. Mantenhamo-nos vigilantes. Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos numerosos de orientação e conduta. Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e de outro, porque, realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação do Espiritismo exigem ainda muito esforço de nossa parte para serem, por fim, atingidos. Reflitamos: sem comunicação não teremos caminho. Estudemos e revisemos todos os ensinos da Verdade, aprendendo a criar estradas espirituais de uns para os outros. Estradas que se pavimentem na compreensão de nossas necessidades e problemas em comum, a fim de que todas as nossas indagações e questões sejam solucionadas com eficiência e segurança. Sem intercâmbio não evoluiremos: sem debate, a lição estanque no poço da inexperiência, até que o tempo lhe imponha a renovação. Trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. E guardemos a convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora e sempre. (Bezerra de Menezes, mensagem recebida em 6.12.1969, psicografia Chico Xavier - Livro "Bezerra, Chico e Você") A propaganda doutrinária é a necessidade imediata do Espiritismo? Per 218 – A propaganda doutrinária para a multiplicação dos prosélitos é a necessidade imediata do Espiritismo? Emmanuel - De modo algum. A direção do Espiritismo, na sua feição do Evangelho redivivo, pertence ao Cristo e seus prepostos, antes de qualquer esforço humano, precário e perecível. A necessidade imediata dos arraiais espiritistas é a do conhecimento e aplicação legítima do Evangelho, da parte de todos quantos militam nas suas fileiras, desejosos de luz e de evolução. O trabalho de cada um na iluminação de si mesmo deve ser permanente e metodizado. Os fenômenos acordam o espírito adormecido na carne, mas não fornecem as luzes interiores, somente conseguidas à custa de grande esforço e trabalho individual. A palavra dos guias e mentores do Além ensina, mas não pode constituir elementos definitivos de redenção, cuja obra exige de cada um sacrifício e renúncias santificantes, no laborioso aprendizado da vida. (Emmanuel, in O Consolador, IV ILUMINAÇÃO). PALAVRA AOS ESPÍRITAS Emmanuel: "Espiritismo revivendo o Cristianismo — eis a nossa responsabilidade. Como outrora Jesus revelou a Verdade em amor, no seio das religiões bárbaras de há dois mil anos, usando a própria vida como espelho do ensinamento de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições em serviço de aprimoramento da Humanidade. Espíritas! Lembremo-nos de que templos numerosos, há muitos séculos, falam dEle, efetuando porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a humildade. E porque não puderam acomodar-se aos imperativos do Evangelho, fascinados que se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram pedestais de intolerância para si mesmos. Todavia, a intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o império da rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da violência e da crueldade, proscrevendo a honra e aniquilando a cultura, remunerando a astúcia e laureando o crime, acendendo fogueiras e semeando ruínas em rajadas de sangue e destruição. Somos, assim, chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa paz traduza a inércia dos pântanos. É imprescindível estudar educando, e trabalhar construindo. Não vos afasteis do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em fator de vossa própria servidão às cidadelas da sombra, nem algemeis os punhos mentais ao cientificismo pretensioso. Mantende o cérebro e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos esqueçais de que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se transforme em pavoroso deserto. Aprendamos do Cristo a mansidão vigilante. Herdemos do Cristo a esperança operosa. Imitemos do Cristo a caridade intimorata. Tenhamos do Cristo o exemplo resoluto. Saibamos preservar e defender a pureza e a simplicidade de nossos princípios. Não basta a fé para vencer. É preciso que a fidelidade aos compromissos assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria alma. Nem conflitos estéreis. Nem fanatismo dogmático. Nem tronos de ouro. Nem exotismos. Nem perturbação fantasiada de grandeza intelectual. Nem bajulação às conveniências do mundo. Nem mensagens de terror. Nem vaticínios mirabolantes. Acima de tudo, cultuemos as bases codificadas por Allan Kardec, sob a chancela do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas, no rumo do Bem Eterno. O Espiritismo, desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol. Não nos percamos em labirintos desnecessários, porquanto ao espírita não se permite a expectação da miopia mental. Sigamos, pois, à frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e leais à própria consciência, na certeza de que o nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos." (Emmanuel, in Religião dos Espíritos, 27, FCXavier) DOUTRINA ESPÍRITA Emmanuel - "Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade. Toda religião é sublime. No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia. Toda religião é santa nas intenções. No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor. Toda religião auxilia. No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada. Toda religião é conforto na morte. No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro. Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes. No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever. Toda religião exorciza os Espíritos infelizes. No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução. Toda religião educa sempre. No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face. Toda religião fala de penas e recompensas. No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina. Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã. No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento. «Espírita» deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda. «Espírita» deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências. «Espírita» deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo. «Espírita» deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres. Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas." (Emmanuel, in Religião dos Espíritos, 80, FCXavier) NA PROPAGANDA André Luiz - "Escudar-se na humildade constante, ao desenvolver qualquer atividade de propaganda doutrinária, evitando alarde, sensacionalismo, demonstrações publicitárias pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranqüilidade pública. Sem orientação segura, não há propaganda produtiva. Com critério e temperança, estender a propaganda libertadora dos postulados espíritas até ao recesso das penitenciárias e das colônias de isolamento sanitário, sem depreciar crenças ou sentimentos. Os mais doentes requerem maior ajuda. Incentivar o intercâmbio fraterno entre as pessoas e as organizações doutrinárias, através de cartas e publicações, livros e mensagens, visitas e certames especializados, buscando a unificação das tarefas e o esclarecimento comum. A permuta de experiências equilibra o progresso geral. Pelo rádio ou pela imprensa leiga, não se estender demasiadamente, a fim de não afastar o aprendiz incipiente. A Doutrina deve ser ministrada em pequenas porções. Para não se desviar das finalidades espíritas, selecionar, com ponderação e bom senso, os meios usados na propaganda, mormente aqueles que se relacionem com atividades comerciais ou mundanas. Torna-se inútil a elevação dos objetivos, sempre que haja rebaixamento moral nos meios. Usar com prudência ou substituir toda expressão verbal que indique costumes, práticas, idéias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, preferindo-se, em qualquer circunstância, o uso da terminologia doutrinária pura. Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre. Arredar de si qualquer ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto de vista dos companheiros. A fé significa um prêmio da experiência. Conquanto precisemos batalhar incansavelmente no esclarecimento geral, usando processos justos e honestos, não esquecer que a propaganda principal é sempre aquela desenvolvida pelos próprios atos da criatura, através da exemplificação eloqüente de nossa reforma íntima, nos padrões do Evangelho. A Doutrina Espírita prescinde do proselitismo de ocasião. (André Luiz, in Conduta Espírita, W. Vieira) |
Santuário Interior
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Passe Virtual ( Instituto André Luiz )
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No Rumo do Amanhã
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sábado, 24 de setembro de 2011
Nostalgia e Depressão
Nostalgia e Depressão
As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a
liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo
utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares, tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta psicológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido
existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade.
Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de
exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo
superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva, fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou
rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico, direcionando o paciente para a etapa trágica da autodestruição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu
processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da idéia depressiva, da autocompaixão,
facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, commo também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo, geram mais
complexidades e dificuldades de recuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a
liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo
utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares, tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta psicológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido
existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade.
Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de
exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo
superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva, fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou
rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico, direcionando o paciente para a etapa trágica da autodestruição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu
processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da idéia depressiva, da autocompaixão,
facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, commo também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo, geram mais
complexidades e dificuldades de recuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Jamais Desistir
Jamais desistir
Nenhum de nós sentirá bem ante as faltas que podíamos ter evitado. No entanto, nesses momentos infelizes, recorramos ao amor que devemos a nós mesmos.
A intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o auto-amor. A cobrança e a severidade são os frutos amargos da sementeira que realizamos nos descaminhos da irresponsabilidade.
O tempo presente, porém, chama-nos para a lucidez moral. Compete-nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes.
Nesses momentos de pessimismo e tormenta interior, pacifiquemo-nos para começar de novo.
Começa indagando se algo te impede, definitivamente, de retomar a luta.
Depois, ora suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros da caminhada servem para sentirmos quanto ainda somos suscetíveis à queda, e para reconhecermos com mais exatidão a extensão de nossa fragilidade.
Em seguida, faça um inventário de tuas vitórias e esforços. Perceberás o valor de continuar a batalha sem tréguas.
Após esses passos, retome o trabalho honesto, e o tempo se encarregará do restante.
Não existe ascensão espiritual sem tropeços e descuidos. Façamos o melhor que pudermos, mas na hora sombria e dilacerante do fracasso, pensemos em Deus e adotemos como norma: jamais desistir de lutar e buscar a felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e pela reparação em favor da nossa paz.
A intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o auto-amor. A cobrança e a severidade são os frutos amargos da sementeira que realizamos nos descaminhos da irresponsabilidade.
O tempo presente, porém, chama-nos para a lucidez moral. Compete-nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes.
Nesses momentos de pessimismo e tormenta interior, pacifiquemo-nos para começar de novo.
Começa indagando se algo te impede, definitivamente, de retomar a luta.
Depois, ora suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros da caminhada servem para sentirmos quanto ainda somos suscetíveis à queda, e para reconhecermos com mais exatidão a extensão de nossa fragilidade.
Em seguida, faça um inventário de tuas vitórias e esforços. Perceberás o valor de continuar a batalha sem tréguas.
Após esses passos, retome o trabalho honesto, e o tempo se encarregará do restante.
Não existe ascensão espiritual sem tropeços e descuidos. Façamos o melhor que pudermos, mas na hora sombria e dilacerante do fracasso, pensemos em Deus e adotemos como norma: jamais desistir de lutar e buscar a felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e pela reparação em favor da nossa paz.
Ermance Dufaux
Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Alegria e Esperança
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"Não te detenhas... Caminha avivando a chama da alegria por onde passes!"
"Não te detenhas... Caminha avivando a chama da alegria por onde passes!"
ALEGRIA E ESPERANÇA
Emmanuel(Francisco Cândido Xavier)
Beneficência é também viver corajosamente com esperança e alegria.
Pensa nos acidentados da alma.
Os que foram atropelados pelas grandes provações nem sempre se reconhecem tão fortes, a ponto de te dispensarem o socorro espiritual.
Caminha reerguendo os corações caídos em tristeza e desânimo.
Rearticula a fé nos companheiros que se perderam do rumo. Se algum deles se marginaliza, auxilia-o a reajustar-se na trilha certa.
Estende as mãos aos que se imobilizaram no sofrimento para que retomem o trânsito natural de quantos se dirigem para a frente.
Para isso, lembra-te de esquecer os argumentos amargos e as reminiscências infelizes.
Fala no bem, encaminha-te para o futuro, interpreta com a luz do amor os acontecimentos da vida e eleva os assuntos para os cimos da compreensão.
Dispões do olhar de simpatia, do entendimento fraterno, do sorriso amistoso, da palavra benevolente; reaquece a confiança nos irmãos que esmorecem ao contato dos problemas do mundo e ajuda-os a refletir na Bondade Divina que nos acolhe a todos.
Não te detenhas.
Caminha avivando a chama da alegria por onde passes.
Se não trazes contigo fontes de consulta capazes de renovar-te os conhecimentos nem podes ouvir, de imediato, os Mentores da Sabedoria que te reformulem o verbo para a exaltação do bem, medita contigo mesmo e perceberás que da erva esquecida no campo aos sóis que resplendem no Espaço Cósmico, tudo te falará de alegria e de esperança na Criação de Deus.
(Do livro "Algo Mais", Emmanuel, Francisco C. Xavier)
É Primavera !!!!
"Zune o vento? geme a selva? Não sabe a pequena flor, que perfumando o caminho,
compõe um hino de amor!..." - Casemiro Cunha
(Para leitura e reflexão no Evangelho no Lar) Casemiro Cunha Já viste, filho, a floresta Varrida pelas tormentas? Partem-se troncos anosos, Caem copas opulentas. Mil árvores grandiosas Esfacelam-se nos ares, Tombam gigantes da selva, Venerandos, seculares. Mas as florinhas silvestres São apenas balouçadas, Continuando graciosas A tapetar as estradas. Zune o vento? geme a selva? Não sabe a pequena flor, Que perfumando o caminho Compõe um hino de amor. Flores silvestres!... Imagem Dos bons e dos pequeninos, Que sobre o mundo derramam As graças dos dons divinos. Na selva da vida humana Caem grandes, poderosos: Arcas repletas de ouro, E frontes ébrias de gozos. Mas, os humildes da Terra, Dentro da fé que os conduz, Não caem... São refletores Da bondade de Jesus. Flores silvestres da Vida, Não sabem se há tempestade De ambições e se há no mundo Leis de ódio e de iniquidade. Nos dias mais tormentosos, Sê, filho, como esta flor: Chore o homem, grite o mundo, Palmilha a estrada do amor! (Do livro "Parnaso de Além-Túmulo", Francisco Cândido Xavier) |
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